Trabalhadores do Louvre retomam greve contra atual estado do museu

Em causa estão a falta de recursos, condições de trabalho e o aumento do preço dos bilhetes para turistas não europeus.

RTP /
Yoan Valat - EPA

Os trabalhadores do Mmuseu do Louvre, em Paris, iniciam esta segunda-feira uma nova paralisação por tempo indeterminado.

“Devido a uma greve, o museu encontra-se excecionalmente fechado hoje” - assim se lê no site oficial do museu.

A paralisação foi convocada pela Confederação Geral do Trabalho (CGT) e a Confederação Francesa Democrática do Trabalho (CFDT) e aprovada pelo plenário de trabalhadores da manhã desta segunda-feira, com a presença de mais de 300 trabalhadores do museu.Os trabalhadores, através dos seus sindicatos, alegam que as conversações com a direção do Louvre e o Ministério da Cultura têm sido insuficientes.


Gary Guillaud, da CGT, afirma que há um “impasse” nas negociações, enquanto Valérie Baud, da CFDT, alerta para um “problema com o diálogo social e muita desconfiança em relação à administração”.

As reivindicações passam pelo reforço do pessoal, após a eliminação de cerca de 200 postos de trabalho nos últimos 15 anos, algo que não consegue responder ao aumento do número de visitantes (8,7 milhões em 2024), e o aumento do preço dos bilhetes para cidadãos fora da UE de 22 para 32 euros, a entrar em vigor esta quarta-feira.

O Museu do Louvre tem estado debaixo de fogo nos últimos meses, mais concretamente com o roubo de oito joias a 19 de outubro – permitido devido a graves falhas de segurança – e uma fuga de água no departamento egípcio, que danificou centenas de livros e documentos. A fuga de água provocou o encerramento de alguns espaços, incluindo uma galeria de antiguidades gregas.

A diretora do museu, Laurence des Cars, já prometeu investir na segurança da instituição, com a instalação de 100 novas câmaras até ao final do ano e uma esquadra interna da polícia.
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